Gorjetas no Peru: quanto deixar em restaurantes, passeios e hotéis
No Peru, ninguém vai te olhar mal se você não deixar gorjeta, mas também ninguém vai recusá-la. Diferente de países como os Estados Unidos, onde a gorjeta é quase uma obrigação social, no Peru ela funciona como um gesto voluntário de agradecimento quando o atendimento foi bom. Não há regras rígidas, mas existem costumes que vale a pena conhecer para não deixar pouco nem exagerar.
O que você precisa saber é que muitos trabalhadores do setor turístico e gastronômico dependem das gorjetas como complemento real de sua renda. O salário mínimo mensal gira em torno de 1.025 soles (cerca de 270 dólares), então um gesto que pode parecer pequeno para você pode fazer diferença no dia de quem te atendeu.
Em restaurantes: o que realmente se espera
Em restaurantes de categoria média e alta, o habitual é deixar entre 10% e 15% do valor da conta. Antes de calcular, verifique o comprovante: alguns lugares incluem um item chamado «recargo al consumo» que pode chegar a 13% e, em teoria, vai para os funcionários. Se esse valor já estiver incluído, você não é obrigado a acrescentar mais nada, embora muitos viajantes deixem um extra em dinheiro quando o atendimento foi excelente.
Em mercados, restaurantes simples e locais econômicos onde você come por 10 ou 12 soles, a gorjeta não é comum. Muitas vezes é o próprio dono quem atende. Se você deixar algumas moedas, será bem recebido, mas não é esperado. Em cafeterias e bares, deixar o troco ou alguns soles por rodada é suficiente.
Um detalhe importante: se você pagar com cartão, pode pedir para incluir a gorjeta, mas o dinheiro pode demorar a chegar ao garçom e, às vezes, é dividido entre a equipe. Sempre que possível, deixe em dinheiro diretamente para quem te atendeu.

Em tours e excursões: guias, motoristas e carregadores
Aqui a gorjeta tem mais importância, pois guias e equipes de apoio dependem bastante dela. Em tours de meio dia, é comum deixar entre 10 e 20 soles por pessoa para o guia. Em tours de dia inteiro, entre 30 e 50 soles por pessoa, dependendo da qualidade do serviço.
O motorista também merece reconhecimento. Cerca de 10 soles por pessoa ao final do passeio é o padrão.
Em trekkings como a Trilha Inca ou Salkantay, há toda uma equipe envolvida. Para o guia principal, entre 30 e 50 soles por dia é adequado. Para os carregadores, entre 10 e 20 soles por dia é justo, considerando o esforço físico envolvido.

Em hotéis e hospedagens
Em hotéis de categoria média e alta, a gorjeta varia conforme o serviço. Para quem ajuda com bagagens, entre 10 e 15 soles por mala é comum. Para a equipe de limpeza, entre 10 e 15 soles por dia deixados no quarto.
Se você usar serviço de quarto, entre 5 e 8 soles por pedido é suficiente. Em hostels, gorjeta não é esperada, mas é bem-vinda.

Em táxis e aplicativos
Em táxis de rua, não se deixa gorjeta. O preço é combinado antes ou já definido. Você pode arredondar o valor se quiser, mas não é necessário.
Em aplicativos como Uber ou InDrive, a gorjeta é opcional. Motoristas costumam valorizar quando o trajeto foi longo ou com bagagem.
Em transfers privados, é comum deixar entre 10 e 20 soles ao motorista.

Gorjeta em dinheiro e em soles: regra de ouro
Sempre que possível, deixe gorjetas em soles peruanos. Isso facilita para quem recebe. Leve notas pequenas e moedas.
Se não tiver soles, dólares são aceitos, mas não é o ideal.
No Peru, a gorjeta não é obrigatória, mas é uma forma de reconhecer o trabalho das pessoas que tornam sua viagem melhor.
