Catedral de Puno
O que é a Catedral de Puno e por que ela é importante?
A Catedral de Puno, oficialmente conhecida como a Basílica Menor de São Carlos Borromeu, é um dos principais atrativos históricos e culturais da cidade. Ela está localizada próxima às margens do Lago Titicaca e se destaca pelo seu estilo barroco andino.
Sua construção foi realizada principalmente em pedra, material que se destaca na fachada e no átrio. Em seu interior, amplo e majestoso, são preservadas duas imagens de grande devoção: o Senhor do Quinário, também conhecido como Senhor da Bala, e a Virgem dos Remédios, veneradas desde os primeiros anos do período colonial.
História da Catedral de Puno
A Catedral de Puno foi concluída no final da década de 1970, embora não se saiba exatamente a data de início de sua construção. A catedral pertence à Igreja Católica do Peru, que lhe concedeu o título de Basílica Menor por meio de uma bula do Papa Paulo VI, em 13 de outubro de 1965.
Ela foi construída sobre um antigo local cerimonial denominado «Supay kancha», que pode ser traduzido como Círculo do Diabo ou Recinto do Diabo. Após a chegada dos espanhóis, ao visitar a Catedral, você perceberá o uso da prata e, em seu interior, diversas pinturas da Escola Cusquenha.
Em relação à sua construção, há muita controvérsia sobre a data de início das obras. Alguns afirmam que a construção durou mais de 50 anos, principalmente devido à falta de financiamento para sua conclusão. No entanto, no arco de uma das portas laterais está inscrito o ano de 1974 como a data em que a Catedral teria sido finalizada.
Conta-se também que os responsáveis pela construção do templo foram mineradores, assim como moradores locais adultos e crianças que ajudaram no entalhe das pedras. Nessas pedras esculpidas, eles colocavam a inicial de seus nomes, demonstrando o apoio dos fiéis à construção do templo religioso.
Principais características
A Catedral de Puno é um claro exemplo da arquitetura colonial e apresenta diversas representações europeias e andinas, fundindo as duas culturas.
Arquitetura da Catedral de Puno
Quanto à arquitetura da Catedral de Puno, ela é feita de pedras talhadas, em estilo “barroco andino”, decorada com figuras humanas, flores locais e sereias tocando charango.
Essa mistura ou fusão do estilo barroco mestiço surgiu da interação entre europeus e a cultura andina, com o objetivo de familiarizar a população local com as imagens e aproximá-la da Igreja Católica para fins de evangelização.
Em seu interior estão sepultadas personalidades importantes e membros da Igreja Católica, como bispos. O altar principal é feito de marmolina com frontal de prata. Também se encontram duas figuras milagrosas — o Senhor da Bala e a Virgem dos Remédios além de pinturas da Escola Cusquenha de Pintura do século XVIII.
Horários de visita
Para visitar a Catedral de Puno, você pode ir durante toda a semana, porém em horários diferentes:
– De segunda a sexta-feira: das 8:00 às 12:00 e à tarde das 15:00 às 18:00.
– Aos sábados: das 8:00 às 13:00 e à tarde das 15:00 às 19:00.
– Aos domingos: das 8:00 às 12:00 e à tarde das 15:00 às 19:00.
Valor da entrada
A entrada na Catedral de Puno é gratuita, permitindo que você visite quantas vezes quiser e conheça com mais detalhes as pinturas que ela abriga.
Localização
A Catedral Basílica de São Carlos Borromeu, mais conhecida como Catedral de Puno, está localizada em frente à Praça de Armas de Puno, na Jirón Ayacucho 416, na região de Puno, Peru, sendo um dos principais exemplos arquitetônicos do período colonial.
Como chegar à Catedral de Puno?
Para chegar à Catedral de Puno, basta caminhar alguns passos a partir do centro histórico da cidade. Caso você esteja mais distante, pode pegar um táxi e pedir para ser levado diretamente à Catedral.
Você também pode conhecê-la por meio de um tour em Puno, que permitirá visitar outros pontos turísticos atrativos da cidade.
O que ver na Catedral de Puno?
A Catedral de Puno possui muitos elementos interessantes, permitindo compreender os significados representados em seu interior e conhecer melhor a arte ali exposta.
Arquitetura em Puno
Interior da Catedral
No interior, é possível apreciar inúmeras pinturas da Escola Cusquenha e duas imagens importantes e representativas para os fiéis: o Senhor da Bala e a Virgem dos Remédios.
Apreciar o estilo barroco
O estilo barroco está fundido aos estilos europeu e andino. Assim, você poderá ver imagens esculpidas de pumas, aves, flores e sereias tocando instrumentos musicais, evidenciando a presença de artistas andinos que participaram de sua criação.
Escultura e arte na pintura
Entre suas obras, destacam-se pinturas representativas da Escola de Cusco. Os modelos europeus foram adaptados à realidade andina e estão representados na Catedral de Puno.
Perguntas frequentes sobre a Catedral de Puno
Quem projetou a Catedral de Puno?
A construção teve início por volta de 1669 sob a direção do padre Silvestre de Valdez y de la Cueva, com a participação de mestres de obra indígenas, mestiços e missionários (ou seja, não houve um único “arquiteto” no sentido moderno).
A catedral não possui um único autor: ela surge como uma obra coletiva liderada pelo padre Valdez com mestres de obra andinos e, após o incêndio do século XX, incorporou intervenções modernas, como o altar-mor de Harth-Terré.
Qual é a diferença entre basílica e catedral?
São títulos diferentes que podem coexistir no mesmo templo (como acontece em Puno):
- Catedral: é a igreja principal de uma diocese, pois abriga a cátedra (sede) do bispo; possui função administrativa e pastoral.
- Basílica menor: é um título honorífico concedido pelo Papa a um templo por sua importância histórica, litúrgica ou devocional; cria um vínculo especial com a Santa Sé.
No caso da Catedral Basílica de São Carlos Borromeu, o inventário turístico oficial registra que ela possui o título de Basílica Menor por bula do Papa Paulo VI (13 de outubro de 1965), além de ser catedral.
É permitido tirar fotos dentro da catedral?
Em geral, sim. É permitida a realização de fotografias e filmagens como atividade turística, conforme o registro oficial, mas com regras de respeito que podem variar conforme missas, cerimônias ou orientações do pessoal.
Boas práticas (as que recomendo) incluem:
Se você deseja fotos “profissionais” (uso de tripé, iluminação ou gravações longas), o correto é consultar no local com o sacristão ou a paróquia (o inventário oficial inclusive informa contatos para esse tipo de coordenação).
Não utilizar flash (para proteger retábulos, pinturas e dourados) e não interromper celebrações.



